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Symmy Larrat


Nascida em 25 de fevereiro de 1978 em Belém do Pará, Symmy Larrat, é uma figura emblemática na luta pelos direitos LGBTQIA+ no Brasil. Sua trajetória é marcada por desafios, superações e uma dedicação incansável à defesa dos direitos humanos.


Filha de uma professora de história, Symmy cresceu em um ambiente que valorizava a educação e o pensamento crítico, embora imersa em uma educação fortemente religiosa. Essa dualidade se refletiu em sua vida pessoal, especialmente quando, aos 16 anos, ela enfrentou dificuldades de aceitação ao se assumir homossexual. Apesar dos desafios, a influência materna na luta contra as injustiças foi um pilar importante em sua formação.


Foi na igreja que Symmy iniciou sua jornada no ativismo, engajando-se na Teologia da Libertação e em movimentos de bairro, estudantis e sociais. Essa experiência foi crucial para seu amadurecimento enquanto defensora de direitos humanos. A travestilidade, assumida por volta dos 30 anos, marcou um ponto de virada em sua vida, trazendo aceitação familiar e uma nova fase de liberdade e autoafirmação.


A transição de gênero de Symmy foi profundamente influenciada pelo feminismo, que lhe proporcionou uma base segura para abraçar sua identidade feminina sem as pressões dos padrões sociais. Ela se reconhece como uma mulher que, ao se tornar travesti, encontrou a concretude de seu ser, não apenas como uma defensora dos direitos das mulheres, mas de todos que enfrentam violações de direitos em diversos contextos.


Sua liderança ganhou destaque nacional em 2017, quando Symmy foi eleita a primeira travesti presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT). Sua gestão na ABGLT foi marcada pela inclusão e pela quebra de padrões de representatividade dentro da comunidade LGBTQIA+, desafiando e expandindo a visão da organização e de suas associadas.


Durante os seis anos à frente da ABGLT, Symmy priorizou a transversalização das pautas LGBTQIA+ em diversos espaços sociais, enfatizando a importância de integrar essas discussões nos debates sobre gênero, raça, classe, etnia e meio ambiente. Ela acredita que a construção de uma sociedade menos violenta e mais inclusiva requer um diálogo amplo e integrado sobre essas questões.


Em 2022, a ABGLT, sob sua liderança, recebeu apoio financeiro da ONU Mulheres para fortalecer suas capacidades institucionais. Esse apoio possibilitou ações significativas, como a ação civil pública protocolada junto à Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) contra a União, visando a remoção do campo “sexo” da Carteira Nacional de Identificação (CNI). Esse movimento foi crucial para reduzir situações constrangedoras enfrentadas pela população trans e travesti no país.


Atualmente, Symmy ocupa o cargo de Secretária Nacional de Políticas para População LGBTQIA+ no Ministério dos Direitos Humanos. Ela vê essa posição como uma oportunidade de realizar uma gestão crítica e influente, mantendo seu espírito militante e focando na importância de cada conquista, por menor que seja, na luta pelos direitos humanos.


A história de Symmy Larrat é um testemunho da força e da resiliência. Sua vida reflete não apenas a luta pela aceitação pessoal, mas também seu compromisso contínuo com a justiça social e a igualdade. Como jornalista, ativista e líder, Symmy continua a inspirar e a influenciar positivamente a comunidade LGBTQIA+ e a sociedade como um todo.


Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil


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