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Liniker


Liniker de Barros Ferreira Campos, nascida em 3 de julho de 1995 em Araraquara, São Paulo, é uma artista multifacetada cujo impacto vai além da música. Como cantora, compositora, atriz e artista visual, Liniker tem se destacado como uma das vozes mais expressivas e influentes da comunidade Trans no Brasil.


A jornada de Liniker no mundo da música começou em 2015 com a banda Liniker e os Caramelows. Com um investimento modesto de apenas 150 reais, o grupo gravou o EP "Cru", um trabalho que se tornou viral e alcançou milhões de visualizações em questão de dias.

As faixas "Zero", "Louise du Brésil" e "Caeu" cativaram o público com uma mistura única de soul, black music e letras profundamente emotivas.


Com o lançamento do álbum "Remonta" em 2016, Liniker e sua banda solidificaram sua presença no cenário musical brasileiro. Este álbum foi um sucesso tanto nacional quanto internacional, recebendo elogios da crítica especializada e consolidando o estilo musical inconfundível da banda. "Goela Abaixo", lançado em 2019, seguiu essa trajetória ascendente, trazendo novas dimensões ao som do grupo e reafirmando a habilidade de Liniker de inovar e encantar seu público.


Além de sua poderosa voz e presença de palco magnética, Liniker é conhecida por sua identidade visual andrógina e autêntica, que desafia as normas de gênero e expressa sua individualidade. Seu estilo é uma fusão de elementos que refletem sua personalidade e sua jornada enquanto mulher trans.


Em 2021, Liniker alcançou um novo patamar em sua carreira solo com o álbum "Indigo Borboleta Anil". Este trabalho foi uma expressão mais pessoal de sua arte e marcou um momento importante em sua carreira, sendo premiado com o Grammy Latino nas categorias Melhor Álbum de Música Popular Brasileira e Melhor Canção em Língua Portuguesa. Com isso, Liniker se tornou a primeira travesti a receber esse prestigiado prêmio.


também tem se destacado como atriz. Em 2021, assumiu o papel principal na série "Manhãs de Setembro", disponível na Amazon Prime Video, onde interpreta uma mulher trans. Sua atuação nesta série foi aclamada, demonstrando sua versatilidade e talento também nas artes cênicas.


Além de sua carreira na música e na atuação, Liniker é uma ativista incansável pelos direitos da comunidade LGBTQIA+. Ela usa sua plataforma para discutir e trazer visibilidade para questões como identidade de gênero, aceitação e amor. Seu trabalho não é apenas uma expressão de arte, mas também um veículo para promover a inclusão e o respeito pela diversidade.


Em 2023, Liniker entrou para a história como a primeira artista trans a ser eleita "imortal" da Academia Brasileira de Cultura, ocupando a cadeira número 51, anteriormente ocupada pela icônica cantora Elza Soares. Este marco é um testemunho de sua influência e importância no panorama cultural brasileiro.


Liniker representa uma figura de resistência e empoderamento. Seu trabalho artístico e ativismo têm sido fundamentais na luta por igualdade e reconhecimento para a comunidade trans no Brasil e no mundo. Através de sua música, atuação e voz ativa, Liniker continua a inspirar e influenciar uma geração inteira em busca de um mundo mais inclusivo e diverso.



Foto: Divulgação


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